O desafio de transformar luto em luta
O feminicídio de Catarina Kasten, ocorrido em Florianópolis em novembro de 2025, expõe a persistência da violência de gênero e convoca a psicologia forense e criminal, assim como todos os profissionais dessa área criminalista e a sociedade em geral a transformar o luto em luta. Este artigo homenageia a vítima e reflete sobre o papel da psicologia criminalista na análise, prevenção e enfrentamento do feminicídio nos tempos atuais, incluindo a discussão sobre alegações de transtornos mentais e a atuação integrada das diferentes áreas da psicologia. O feminicídio é reconhecido como a forma mais extrema da violência contra a mulher. Lagarde (2005) define-o como um crime “não apenas contra a vida, mas contra a condição de ser mulher”. O caso de Catarina Kasten, professora e pesquisadora, violentada e assassinada em uma trilha de Florianópolis, exemplifica como a violência de gênero continua a se manifestar na sociedade, mesmo em espaços públicos que deveriam ser seguros. Feminicídio e violê...