Vulnerabilidade também é poder.

 



Mais um ano festejamos o dia Internacional da Mulher. É claro que merecemos muito. Podemos brindar nossas conquistas, mas também quero convidar você mulher, para refletir sobre as decisões diárias. E para isso indico um filme maravilhoso:  “Se eu tivesse pernas eu te chutaria”. Depois faça sua própria crítica. Enquanto isso, eu apresento a minha. 

O título já provoca: ele escancara a violência simbólica e física que muitas mulheres enfrentam diariamente, mas também expõe a ironia de uma sociedade que normaliza o peso da sobrecarga feminina. O filme, ao trabalhar com humor ácido e situações absurdas, revela como a falta de apoio e a recusa em aceitar ajuda podem aprisionar mulheres em um ciclo de exaustão.

No Dia Internacional da Mulher, essa reflexão ganha ainda mais força. Celebrar conquistas é importante, mas reconhecer nossas próprias vulnerabilidades é essencial. A mudança começa quando cada mulher entende que não precisa provar força o tempo todo. Mostrar fragilidade, pedir ajuda e dividir responsabilidades não diminui ninguém — pelo contrário, é um ato de coragem e de resistência contra um sistema que naturaliza a sobrecarga.

Aceitar ajuda é dizer: “eu também mereço descanso, eu também mereço cuidado”. É um gesto que abre espaço para que outras mulheres façam o mesmo, criando redes de apoio e solidariedade. O filme nos lembra que não basta esperar que o mundo mude; a transformação começa quando cada uma decide quebrar o ciclo de silêncio e se permitir ser cuidada.

Esse é o verdadeiro chamado do 8 de março: não apenas flores e homenagens, mas a consciência de que a força feminina também está em reconhecer limites e exigir que o peso seja compartilhado.


Feliz Dia da Mulher


Cléo Andrade 

Psicóloga Especialista  

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